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Como escolher um psiquiatra? 4 fatores importantes para considerar

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Como escolher um psiquiatra? Essa é uma pergunta que muitas pessoas se fazem em algum momento da vida. A frequência de doenças mentais, como depressão e ansiedade, aumenta a cada dia. Nesse sentido, o que a maioria dos pacientes procura é um profissional empático, com uma escuta ativa e excelente conhecimento técnico.

A primeira coisa a que você deve prestar atenção é o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Somente são psiquiatras aqueles médicos com RQE em Psiquiatria. Caso contrário, eles não podem se denominar dessa forma, seja nas mídias sociais, seja nos consultórios.

No entanto, há vários caminhos que levam ao RQE, não apenas a residência. A prova de título de especialista é bastante rigorosa e garante a experiência e a expertise teórica do médico. Não importa qual das duas formas de obtenção do título o psiquiatra escolha, ele certamente será capacitado. Quer entender melhor? Acompanhe!

Qual a diferença entre um psiquiatra e um psicólogo?

Essa é a primeira distinção que deve ser feita. Afinal, na hora de escolher um profissional no catálogo do plano ou na internet, muitas pessoas não sabem qual opção é a ideal. E é preciso ter atenção, pois o escopo da atuação desses profissionais é diferente.

O psicólogo

Para ser psicólogo, deve-se cursar a faculdade de Psicologia. Lá, o profissional receberá uma formação bastante rica para entender a mente humana sob diversos enfoques, como filosofia, biologia e sociologia. Por esse motivo, durante sua trajetória, ele pode seguir várias carreiras, como:

  • gestão de recursos humanos, nos processos de recrutamento e gerenciamento;
  • terapias com diversas abordagens, como psicanálise e cognitivo-comportamental;
  • psicopedagogia, com a orientação de crianças e adolescentes.

No entanto, o psicólogo não é capacitado para a prescrição de medicamentos ou diagnóstico de doenças. Isso não faz o trabalho dele ser menos importante. Inclusive, na maioria dos casos, os tratamentos médicos psiquiátricos são muito mais eficientes quando complementados por uma boa psicoterapia.

O psiquiatra

Na faculdade, a formação é completamente diferente. O psiquiatra precisa se graduar em Medicina. Então, no curso, ele vê toda a parte clínica, desde o diagnóstico até o tratamento das doenças. Com o registro médico — o CRM —, ele poderá prescrever medicamentos e psicoterapias, além de realizar diagnósticos mais simples de saúde mental, como a depressão e a ansiedade.

No entanto, há casos que são muito mais complexos, como a esquizofrenia, a depressão resistente e o transtorno bipolar. Nessa situação, precisamos de um profissional mais especializado nas doenças da mente — o psiquiatra.

Quando procurar um psiquiatra?

Em um mundo ideal, o psiquiatra não deve ser o primeiro profissional que você procura quando está em sofrimento mental, e sim o clínico geral ou o médico de família. Ele vai ver se sua condição é causada por uma doença do corpo. Por exemplo, há depressões que têm origem no hipotireoidismo — baixo nível de hormônios da tireoide no sangue.

Além disso, ele pode tratar a depressão e a ansiedade mais leves. Se o caso for de maior complexidade, porém, ele possivelmente indicará uma consulta com um psiquiatra. Então, poderá ser feito um diagnóstico mais preciso, com a indicação do tratamento mais adequado — que pode envolver o uso de medicamentos ou não.

Há psiquiatras que complementam sua formação com um curso de especialização em psicoterapia, como a psicanálise e a terapia cognitivo-comportamental. No entanto, isso não faz dele um psicólogo.

Do que um médico precisa para ser um bom psiquiatra?

Para ser um bom psiquiatra, o profissional precisa ter bastante experiência prática e conhecimento teórico. A fim de garantir isso, o Conselho Federal de Medicina exige um registro. Só tem direito ao registro quem treinou bastante em uma residência ou quem tem muita experiência prática e passou pela rigorosíssima Prova de Título em Psiquiatra, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

1. Escolha apenas profissionais com RQE

O primeiro passo para ser um bom psiquiatra é ter uma trajetória de excelência. Isso é possível tanto pelo caminho da residência em psiquiatria quanto pela prova de títulos. Esses dois garantem um profissional incrível.

No primeiro caso, o médico entra em um programa de residência, no qual ele treina 60 horas por semana durante 3 anos. No segundo, o médico precisa comprovar 6 anos de experiência em saúde mental, além de passar por uma prova muito rigorosa. Assim, eles conquistam um registro específico.

Portanto, preste bastante atenção a se o profissional apresenta um RQE. Caso ele não o tenha, não pode ser considerado um psiquiatra e não pode se denominar dessa forma. Agora que você já sabe o primeiro passo, é hora de explorar algumas outras dicas mais práticas.

2. Busque indicações de médicos/profissionais da saúde

Se você escolheu o caminho que falamos anteriormente, é muito provável que o clínico que o acompanha indique um psiquiatra de confiança. Se não, você pode pedir dicas de outros profissionais de saúde.

Frequentemente, as pessoas começam uma psicoterapia antes de visitar um psiquiatra. Nesses casos, o psicólogo pode ser o melhor aliado na escolha de um bom profissional. Afinal, as duas áreas se mantêm muito integradas em um tratamento.

3. Certifique-se da disponibilidade da agenda do psiquiatra

O tratamento psiquiátrico demanda uma regularidade muito precisa para funcionar. Geralmente, no primeiro mês, pode ser necessário fazer mais de uma visita. Depois disso, o acompanhamento passa a ser mensal. Gradualmente, as consultas podem ficar mais espaçadas, diante de uma resposta positiva aos fármacos ou à psicoterapia.

Por esse motivo, a agenda do médico deve ser compatível com a sua. Muitas vezes, a ansiedade de não conseguir uma consulta pode prejudicar a estabilidade do paciente.

4. Busque psiquiatras que se mantenham em constante atualização

A atualização é importantíssima para o médico. Afinal, a ciência e a tecnologia lançam novas terapêuticas a todo instante. Ademais, a Medicina muda bastante. Por exemplo, na psiquiatria, os diagnósticos são feitos com base em um manual chamado de DSM (Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Transtornos Mentais). Com o tempo, ele é revisado, e os critérios podem mudar muito. Atualmente, estamos na quinta versão.

Um dos principais meios para isso é a participação em congressos. Nesses eventos, pesquisadores e referências discutem novidades, tendências e mudanças na prática clínica. O maior evento de psiquiatria do Brasil é o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, o qual só pode ser frequentado por profissionais com RQE na especialidade.

Agora que você já sabe como escolher um psiquiatra, terá a segurança de ter o melhor diagnóstico e tratamento possíveis. Atente sempre para o RQE antes de fazer sua escolha, pois somente médicos com Registro de Qualificação de Especialista são considerados psiquiatras legalmente. Isso garante que ele passou por um processo rigoroso de aprendizado ou seleção e pode tratar pessoas em um nível mais aprofundado.

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